Arcano da Semana – A Torre

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O primeiro ponto importante é que temos que ter consciência de que apenas cai aquilo que não tinha uma base sólida o suficiente para aguentar o raio ou o terremoto. Cai o que não tinha estrutura para se sustentar e por isso, se vem a queda, é porque nem tudo era assim tão seguro como imaginávamos. Isso significa que quando cai a Torre, podemos ver ali na carta que a base continua, ou seja, tudo aquilo que foi bem construído se mantém, o que permite que uma nova construção seja feita em seu lugar.

Além disso, temos que perceber que o que cai na verdade são as máscaras, é aquilo que usamos para nos proteger do mundo e nós mesmos. Criamos falsas estruturas para fugir da realidade e nos proteger inclusive da nossa essência. Nos prendemos no castelo e quanto mais alta essa torre que construímos, maior será a nossa queda.

Por isso, um dos conselhos que a carta da Torre nos dá é que sempre temos a opção de fazer a mudança por bem, de descer do topo do castelo antes que seja tarde demais. O raio está a caminho e vai nos lançar. Por isso, melhor sairmos na frente e fazer a mudança logo de uma vez.

Além disso, temos que ter esperança, lembrando que o próximo arcano é a Estrela, arcano da fé e da liberdade. Só que para vivermos toda felicidade que o próximo arcano nos promete, temos antes que nos despir de todas as falsas verdades e estruturas que cercam a nossa vida. Temos que nos lançar livres de tudo que nos aprisiona e que nos limita. Temos que abandonar tudo que não serve mais, pois só assim conseguiremos construir uma realidade mais profunda e verdadeira.

Em outras palavras, a carta da Torre pede mudanças e elas são inevitáveis. Podemos, com elas, ser levados ao fundo do poço, mas só assim conheceremos profundamente a nós mesmos e nos fortaleceremos para seguirmos adiante.

A carta da Torre, muitas vezes e justamente por tudo isso, é a grande oportunidade que a pessoa tem de se libertar daquilo que não serve mais e que ela não sabe como fazer. É, muitas vezes, o empurrão que a pessoa precisa para transformar e se libertar.

Por isso, quando estamos vivendo a Torre, temos que aprender a desapegar e acreditar que se a mudança for bem feita, logo vem a Estrela e então podemos reconstruir tudo do nosso jeito, sem falsas verdades e sem medos, de acordo com nossa própria verdade e rumo à verdadeira felicidade.

Por Titi Vidal

O Poder do Mantra

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O mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Mas é fundamental que pertença a alguma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

A vibração sonora faz nascer em nossa mente uma atmosfera de serenidade e como dizia Buda:

“O homem é aquilo que pensa.”

No Tibete utiliza-se o mantra como orações repetidas. É um caminho e um meio de alcançar paz e também elevação da consciência ou iluminação.

Tudo o que pensamos se concretiza na matéria, por esse motivo eles valorizam muito a palavra, ou seja tudo aquilo que falamos e pensamos.

O Mantra mais utilizado na tradição tibetana e associado ao Bodhisattva da Compaixão é o

Om Mani Padme Hum (pronuncia-se Om Mani Peme Hum).

Om – representa a presença de todos os Buddhas, o começo de todos os mantras a própria consciência ou a luz.

Quando entoamos o Om a função é libertar tudo o que precisa ser libertado dentro de nós, afastar o ego, orgulho e o apego. Esse mantra também protege e cria vibrações benéficas e salutares e ainda ensina a meditar no ritmo tranquilo e entrar em contato com a devoção.

Mani – significa a joia da compaixão, capaz de realizar todos os desejos. É o som da transformação, pois a joia da mente (ou a pedra filosofal) que nos coloca em contato com a eternidade. Ela também ajuda a fechar a porta de entrada de energias densas especialmente a inveja.

Também pode ser considerado a mente sutil, refinada e conectada com a compaixão por todos os seres, desta forma ela cria um padrão de pensamento positivo fazendo uma higiene mental e trazendo sensação de felicidade. E num estágio mais avançado o desprendimento do sofrimento que os desejos nos causam.

Padme – significa a flor de lótus, aquela que nasce do lodo e floresce. Ou seja, ela nasce da escuridão, de onde há sujeira e dificuldade, abre suas flores somente após ter subido além da superfície do lodo.

Cria emoções positivas e muito forte para quem tem dificuldades de lidar com suas próprias emoções.

Hum – Essa sílaba representa a mente iluminada e funciona com um som de limpeza, dissipa as sombras. Eternidade e ajuda no sofrimento de sentimentos de raiva e ódio. Ele é a libertação de tudo que não faz parte ou é positivo para nossa alma. É também o infinito, a Mãe Terra e a eternidade.

O significado literal do mantra seria – Oh! A joia do Lótus, ou da lama nasce a flor de lótus.

A união entre o homem e o universo.

Existe também outros benefícios que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.

O poder do mantra está em apaziguar os pensamentos e elevar a consciência à vibrações energéticas mais sutis, nos trazendo relaxamento e serenidade. Entoar um mantra é sempre um caminho que conduz a paz.

Por isso quem “mantra” seus males espanta!