Os ciganos e o fogo…

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Os Ciganos acreditam que o FOGO queima a negatividade e ilumina a positividade.
Este elemento é o grande companheiro dos ciganos. Por um lado porque a fogueira esquenta as noites frias e para cozinhar os alimentos, mas a maior tradição foi trazida das cerimônias hindus que sempre envolvem o fogo.

Segundo a tradição, quando uma cigana estava tendo um bebe, a família acendia uma fogueira na porta da tenda. Hoje, quando o parto acontece em hospital acostuma-se acender uma vela de cera.

Para resolver bem as situações e trazer harmonia à família, as casas ciganas costumam acender uma fogueira, e sempre que acendem um fogo, pode ser uma fogueira ou uma vela, sempre se observa a chama para ver a mensagem que ela traz.

Veja o significado:

Chama é grande, longa, vibrando sem alternâncias: representam que as energias que foram invocadas na cerimônia estão presentes.

Chamas altas: representam ascensão e são sempre sinais positivos.

Chamas baixas: representam estagnação, um tempo de espera ou de resultados negativos caso tenha se feito uma pergunta. É um sinal negativo.

Chamas baixas e para a direita: indicam que a pessoa ou a cerimônia estão com proteção.

Chamas altas para a direita: indicam respostas muito positivas e futuro com fartura.

Chamas para a esquerda: pedem para deixar que o passado siga seu caminho e para tomar cuidado com a impulsividade.

Chama da vela subindo e baixando fazendo a vela chorar: indica que deve-se tomar cuidado com o que se perguntou, pois é necessário que se amadureça mais a questão e que se evite o contato com situações ou pessoas perigosas.

Chama que se apaga repentinamente: todo cuidado é pouco com relação a acidentes e assaltos.

Atenção:

O fogo deve ser respeitado, principalmente o fogo mágico. Nas tradições diz-se que à pessoa que cuspir no fogo, ou que zombar dele, nascerão empolas na boca ou na língua. Com efeito, essas empolas nem sempre são de natureza física, pois o corpo astral também é vulnerável às ações desarmoniosas. Da mesma forma, se cravarmos fortemente um tição no fogo, poderemos ferir a entidade que ali se encontra.

O fogo é responsável pelo processo de limpeza rápida dentro do culto. O grande poder do fogo é indicado em vários rituais de limpeza e é por isso que para os ciganos é fundamental a presença do seu calor ou das suas chamas em ritos ou em suas comemorações devido ao seu alto poder de purificar, contudo é ao mesmo tempo extremamente perigoso não sendo manuseados por pessoas que não tenham preparo ritualístico dentro do culto cigano. O ritual da fogueira cigana, onde as mulheres dançam a sua volta reverenciando e invocando seus ancestrais, pedindo esperança, confiança, vida longa, enfim que os maus espíritos não consigam se aproximar. Ao fazerem movimentos com suas danças, as mulheres movem o ar que abanam as chamas do fogo alimentando-as e mantendo-as bem acesas, renovando assim todos os bons pedidos. Este é um ato apesar de litúrgico principal dentro da cultura cigana, o ritual da fogueira, o fogo é sempre reverenciado em rituais desde o nascimento ao casamento, desde o batismo ao falecimento. O ar sem o qual as chamas não se mantém vivas é o fogo energético.

I CHING…

 

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O I Ching é a base da sabedoria chinesa, um conjunto de estudos que analisa o mundo e o homem, passando por astronomia, matemática, fenômenos, etc. O Livro das Mutações é a obra sagrada e milenar sobre esse ensinamento, que tem como um dos objetivos o autoconhecimento. É mais famoso no mundo ocidental por ser um oráculo (ensina dois rituais, um com moedas e outro com varetas para que o leitor o consulte com perguntas), o que de fato é, mas não apenas. Para entender o I Ching devemos primeiro absorver o significado desses termos. Na China antiga, o nome de uma coisa não era considerado apenas um rótulo, mas “uma expressão do ser”, como explica o tradutor, no prefácio da edição brasileira citada. A designação “I” é um símbolo (ou “ideograma”) de máxima importância na sabedoria chinesa. Significa mutação, que é o centro do pensamento chinês: tudo é mutável, menos a própria mutação, que é constante, e isso demonstra a essência da vida. “Ching” quer dizer “clássico”, ou seja, a tradução em português mais literal da obra seria “O Clássico das Mutações”.

Inicialmente o livro tinha mais símbolos do que palavras, o que exigia uma interpretação rigorosa. Ao longo dos séculos, diferentes sábios acrescentaram textos explicativos, que facilitam a vida do leitor, embora restrinjam o significado mais puro dos símbolos. Os tais símbolos são os 64 hexagramas (figuras formadas por 6 linhas) compostos a partir da combinação de 8 trigramas que representam os estados essenciais da natureza e do Universo (veja indicações ao lado). Cada um deles vem com um “Julgamento” acompanhado de outros textos interpretativos da figura e no que seus significados podem se desdobrar. A estrutura do livro tem várias ramificações, entretanto sua linguagem não é difícil. Pelo contrário, busca a simplicidade. Mas para isso o leitor tem que entrar no espírito dos orientais e não buscar respostas rápidas ou superficiais. O próprio I Ching ensina isso e o oráculo pode “se negar” a responder a sua pergunta.

QUEM ESCREVEU

A tradição chinesa atribui a um ser mítico de nome Fu Hsi a criação de toda a base da sabedoria da China, representada na escrita pelo I Ching. Fu Hsi teria estudado o céu, a terra, os organismos e nomeado os Kua (cada símbolo), com seus traços e representações simbólicas antes da dinastia Chou (1150 a.C.-249 a.C.), por volta de 5000 a.C. Posteriormente, textos foram acrescentados pelo rei Wên (escreveu os trechos de “Julgamento”) e pelo duque de Chou (“Linhas”) já na dinastia homônima. As chamadas “Dez Asas” foram escritas pelo famoso sábio Confúcio, responsável pelo nome “Ching” da obra. Quem trouxe O Livro das Mutações para o mundo ocidental foi o tradutor alemão Richard Wilhelm, em 1923, depois de quase 10 anos de trabalho.

 

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

É uma das mais importantes obras do mundo e provavelmente a mais antiga já divulgada. Os chineses foram pioneiros em organizar métodos para a busca do autoconhecimento, por isso a sabedoria desse povo é tida até hoje como sólida referência da cultura oriental.

“Abençoar significa ajudar. O céu ajuda ao homem de devoção; os homens ajudam a quem é sincero. Aquele que caminha na verdade e pensa com devoção, reverenciando ainda aos homens dignos, é abençoado pelo céu. Ele encontra a boa fortuna e tudo lhe é favorável”

(comentário de Confúcio no hexagrama Ta Yu / Grandes Posses)