Arcano do dia “A Estrela”

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O que te faz continuar a sonhar, a desejar, a planejar o futuro? Não há garantias, nenhuma certeza. Então, por que continua? A resposta para isso está na fé. Mesmo aqueles que se dizem céticos possuem fé. A fé não é necessariamente religiosa. A fé é a esperança.

Quem perde a esperança, perde a fé. Quando se perde a fé, a vida torna-se sombria, doentia e amorfa. Quando há fé, há confiança em seguir, em perseverar por seus objetivos.

Quando a fé é racionalizada ela perde sua força. Tentar explicar a fé é matá-la, tira-se dela seu poder cósmico, restando apenas a desesperança.

A fé não pode ser uma crença criada pela mente.  A fé é a certeza e a confiança de que a sua existência é uma parte de um todo e não um fim em si mesma. Ela nos remete ao sentido cósmico de nossas vidas, à nossa espiritualidade.

A fé está ligada à espiritualidade. Quanto mais materialista é nossa forma de viver, mais distanciados ficamos dos aspectos sutis da própria vida. Integrarmos às demais forças da natureza e do Universo traz outro sentido de vida e ajuda a nos libertarmos dos antigos padrões há muito obsoletos e que só nos traz sofrimento e dor.

A fé se relaciona com a pureza e, para essa purificação, é preciso se despir de todas as camadas de maquiagem, de armaduras e de máscaras. É preciso abolir as crenças autossabotadoras que restringem a autoconfiança e a capacidade de crer em seu potencial e em quem é.

A fé permite caminhar, confiar e acreditar em sua jornada, no amor e, principalmente, na própria vida.

Texto de Magda Kumara

Ser transparente…

misticosonline65
Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente… Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir muros… Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde…

Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma… Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos… Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar… A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós… Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar…

Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro! Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor… Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!

Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis…
Chega de tentar controlar tanto…. Responder tanto… Competir tanto…

Tente simplesmente viver, sentir e amar.

(Texto de Rosana Braga)