RAPÉ – Segredos da cultura Xamânica.

Putanny tomando rapé - cantos arredondadosO rapé é um pó feito geralmente de tabaco e outras ervas e cinzas de árvores que são moídos e transformados em um pó fino e aromático que é aspirado ou soprado pelas narinas. Seu uso é ancestral e já esteve bem presente em diversos lugares e épocas. Porém seu aspecto mais interessante é o uso pelas tribos indígenas e pelos caboclos da floresta, que o utilizam para diversos fins, entre eles medicinais e cerimoniais. Tomei contato com rapé através de amigos de jornada que me apresentaram em momentos especiais, onde pude receber e perceber no rapé um aliado de valor, que assim como outras substâncias dos reinos vegetal, mineral e animal que existem nas florestas, estão ai para auxiliar e ensinar aqueles que puderem compreender que onde há vida, existe uma ciência, um ensinamento divino, que pode nos auxiliar em muitos aspectos, inclusive físicos, mentais e espirituais.

Acredito na importância da valorização dessa cultura e das medicinas naturais tradicionais e ancestrais existentes e na importância do resgate histórico e preservação desses conhecimentos que correm o risco de desaparecer em meio a atual banalização de valores e de tudo que é simples e natural, que vivemos hoje.

O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico,uma planta ancestral. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado de forma viciante, responsável por terríveis males no organismo.

O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico, carrega as preces para o Universo.

É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc. Fumar tabaco ( em ritual ) é evocar o Plano Espiritual.

Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo. E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir. Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro. Quando utilizado como vício pode matar. É utilizado no Xamanismo Universal. No Perúu é fumado em rituais na Pipa ( cachimbo ) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que “Sin tabaco! Sin la Ayahuasca!” Geralmente o fumo não é tragado ( tragar é coisa do vício ).

No Peru também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência.Podemos ver nos rituais afro ( candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pela entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos,etc.

No Chanumpa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc.

O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado.

O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas, por muitos povos nativos. Para os nativos norte americanos, quando fumado no Cachimbo Sagrado, ele carrega as preces para os espíritos. Com frequência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para si com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo a saúde.

Existem estudos que dizem que o rapé tem o poder de ativar o sistema límbico do cérebro. Entre os mateiros brasileiros, eles utilizam-se do rapé, para se harmonizarem com os seres da floresta. Lembrando que o tabaco utilizado é sabiamente escolhido pelos mestres do rapé. O tabaco, que é chamado na região de Porronca, tem várias origens, ao longo do Rio Juruá, e obviamente, alguns se destacam pela qualidade e pela pureza, entretanto, são todos orgânicos, ou seja não levam venenos, pesticidas, herbicidas, defensivos ou outro produto de infame sinônimo na sua produção.

Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os males que assombram os seres humanos. Porém, é preciso cuidado e sabedoria em seu uso, para não cairmos nas correntes do vício.

O RAPÉ INDÍGENA

O rapé é uma tradição cultural e espiritual dos povos Katukina, Yawanawá e de outras tribos da região. Ele é usado como consagração depois do trabalho, para desabafar, relaxar, esfriar a memória. Ele pode ser usado a qualquer hora e tira o enfado físico mental e espiritual, quando nasce um novo pensamento, uma idéia nova. O rapé é preparado com muito carinho, usando-se tabaco e cinzas de outras árvores, dentre elas o Tsunu.

Dentro da tradição indígena , não se “aspira” o rapé. Ele é sempre “soprado” por outra pessoa ou por quem vai tomar o rapé. Soprado para dentro das narinas através de um instrumento tipo um bambu oco, o Tipí, e aplicado por um pajé ou por outra pessoa e provoca uma forte reação nos mais inexperientes. Seu efeito é rápido e após isso sente-se um grande bem estar e disposição, fora a limpeza das vias aéreas, que ele proporciona. Relatam que o rapé se usa para esfriar o corpo, pois quando se trabalha muito debaixo do sol, ao ir tomar banho de água fria das cacimbas, pode-se pegar um resfriado, e é bom cheirar rapé antes. Além de estimulante, portanto, o rapé também faz baixar a pressão. O rapé também é usado para caçar e para tirar a “panema” (preguiça) e na hora da cerimônia do Uni (ayahuasca). As duas energias se unem e o Uni vem com mais luz, mais perfeito, mais profundo.

A pessoa que aplica deve saber o que faz, pois tanto o modo como ele pega o pó da mão com o tipi, a maneira que assopra, e o que pensa quando assopra, influenciam positivamente, ou negativamente o trabalho. Ou seja, o mesmo rapé aplicado por duas pessoas diferentes certamente não será o mesmo rapé e, assim, o efeito também não será o mesmo. Também pode ser aplicado pela própria pessoa com um auto aplicador, um tipi bem curto, denominado Kuripe. Ele é bem curto, e cabe no espaço entre a boca e o nariz, e é pessoal, como escova de dentes.

Por:  Rafael Guimarães

Arcano do dia “A Estrela”

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O que te faz continuar a sonhar, a desejar, a planejar o futuro? Não há garantias, nenhuma certeza. Então, por que continua? A resposta para isso está na fé. Mesmo aqueles que se dizem céticos possuem fé. A fé não é necessariamente religiosa. A fé é a esperança.

Quem perde a esperança, perde a fé. Quando se perde a fé, a vida torna-se sombria, doentia e amorfa. Quando há fé, há confiança em seguir, em perseverar por seus objetivos.

Quando a fé é racionalizada ela perde sua força. Tentar explicar a fé é matá-la, tira-se dela seu poder cósmico, restando apenas a desesperança.

A fé não pode ser uma crença criada pela mente.  A fé é a certeza e a confiança de que a sua existência é uma parte de um todo e não um fim em si mesma. Ela nos remete ao sentido cósmico de nossas vidas, à nossa espiritualidade.

A fé está ligada à espiritualidade. Quanto mais materialista é nossa forma de viver, mais distanciados ficamos dos aspectos sutis da própria vida. Integrarmos às demais forças da natureza e do Universo traz outro sentido de vida e ajuda a nos libertarmos dos antigos padrões há muito obsoletos e que só nos traz sofrimento e dor.

A fé se relaciona com a pureza e, para essa purificação, é preciso se despir de todas as camadas de maquiagem, de armaduras e de máscaras. É preciso abolir as crenças autossabotadoras que restringem a autoconfiança e a capacidade de crer em seu potencial e em quem é.

A fé permite caminhar, confiar e acreditar em sua jornada, no amor e, principalmente, na própria vida.

Texto de Magda Kumara

Arcano do dia – “Três de Copas”

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O 3 de Copas é aquela carta que prenuncia que é chegado o dia da colheita. O momento de receber de volta todo o amor que semeamos pelos campos da vida. E, como é natural num momento de premiação por uma etapa concluída, há de ser celebrado.

O número 3 tem como uma de suas características o fato de representar um momento de conclusão de uma das etapas de um longo processo, como quando recebemos o diploma de conclusão de um curso universitário, mas sabemos que ali deixamos para trás os bancos escolares mas iremos enfrentar os desafios do mercado de trabalho. É quando festejamos o fim das nossas vidas de solteiro com as famosas “despedidas”, celebrando com nossos amigos uma etapa que vivemos intensamente, mas que estamos deixando para traz para assumirmos um novo estilo de vida, novos compromissos e responsabilidades. A alegria da chegada do primeiro filho marca, também, o fim de um outro nível de relacionamento e compromisso.

E tudo isso deve ser régiamente celebrado. As 3 taças que normalmente estampam esta carta no tarot estão transbordando de amor, alegria, plenitude, paz e prazer. Representam experiências que são compartilhadas, como, por exemplo, o sucesso obtido por uma equipe de trabalho na execução de um projeto; as alegrias e as esperanças divididas pelos noivos, que justificam uma festa de casamento; uma alegre reunião de família para celebrar um aniversário.

No dia de hoje, com a energia de um 3 de Copas, devemos, em primeiríssimo lugar, ser agradecidos ao Universo por todos os benefícios que nos são concedidos e estender a prática desse estado de gratidão com todas as pessoas que nos cercam e a quem dispensamos alguma forma de amor. Como Copas refere-se às emoções (elemento água), é bem possível que estejamos muito mais sensíveis do que habitualmente, muito mais propensos a nos emocionarmos e reagirmos intensamente às situações que se apresentarem. Aproveite, então, a energia do planeta Vênus , conforme nos alerta o simbolismo da carta, para vivenciar plenamente a sua capacidade de encontrar alegria, felicidade e realização no dar e receber amor, aproveitando e prolongando o quanto puder essa sensação e esse momento. Sim, porque é um momento na nossa longa jornada. É uma pausa que a vida nos oferece para reconhecermos nosso potencial e celebrarmos o fim de problemas e doenças, o desenvolvimento de projetos e negociações bastante promissoras, o encontro de um novo amor ou o reaquecimento de uma já existente relação.

Permita-se todos os dias, e hoje em especial, a aproveitar as coisas boas da vida com intensidade e prazer, porém sem apego, valorizando os seus potenciais interiores e perdendo, definitivamente, o medo de ouvir a voz do seu coração.

Divinatóriamente, o aparecimento de um 3 de Copas numa tiragem de tarot pode significar casamento, início de uma sociedade comercial promissora, o reencontro de grandes amigos e familiares, hospitalidade, o compartilhamento de ideais, uma profunda sensação de paz, o nascimento de um filho e até mesmo a existência de 3 pessoas muito importantes em sua vida, com quem você tem um profundo e íntimo intercâmbio baseado no amor.

Tenha um ótimo e alegre dia e não se esqueça de declarar o seu amor!

Bom final de semana!

“Rituais”

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Ritual é um ato de dar uma pausa na nossa jornada, para que possamos aprender que toda vida é sagrada. O Ritual implica em ritmo, constância, cadência, algo que cria uma frequência de vibração ritmada e constante, o que nos proporciona a capacidade de nos afinar com os ritmos de frequência da natureza, e consequentemente, com os seres afins que se aproximam e interagem com o círculo.

Ritual de Purificação da Casa

Dissolva uma pedra de anil em um balde de água, umedeça um pano nesta água e passe pelo chão de toda casa, desde o último cômodo até a entrada da casa. Jogue a água fora, se possível na terra, ou em água corrente (pia ou tanque).
Em seguida, com um incenso de limpeza (Religare ou Ananda – Incenso Terapêutico e de Limpeza).
Inicie a defumação com incenso, começando pelo canto do lado direito da porta de entrada.
Faça 3 vezes o sinal da cruz, fazendo a invocação do Anjo Protetor da Casa:
“Cada casa tem um canto
Cada canto tem um Anjo.”
Rezar o Pai Nosso indo de um canto a outro.
Fazer novamente o sinal da cruz por 3 vezes, fazendo a invocação do Anjo em cada canto, e rezando o Pai Nosso de um canto a outro.
Vá circundando todos os ambientes.
Termine ao chegar novamente na porta de entrada.
Deixe o incenso queimando na porta de entrada (se for possível do lado de fora).
Em seguida tome um banho de limpeza.
Preparados para Banhos
500 gramas à 1 kg de ervas para um balde de água, ou 30 à 60 gramas de ervas para 1 litro de água. Se não tiver como medir a quantia, apenas pegue um punhado de ervas, a medida de sua mão é a medida de sua necessidade.
Colocar a água no fogo e quando ela estiver fervendo, acrescentar as ervas mexendo com uma colher de pau, deixar amornar.
Tomar o banho normal, depois jogar o banho de ervas por cima. Para o banho de limpeza não coar as ervas e ao derramá-las sobre o corpo, mentalizar que está levando embora toda a negatividade, depois retirar as ervas do corpo com as mãos, jogando-as no chão como se estivesse jogando os miasmas, não esfregar a toalha no corpo, apenas absorver o excesso de água. Tomar o banho de ervas de preferência á noite antes de dormir, à luz de velas, e se possível, com um incenso para o mesmo propósito.
Banho de Limpeza Este banho tem o propósito de remover possíveis energias que estejam absorvendo nossa vitalidade. Tomá-lo de preferência ás sextas-feira (regência de Vênus) ou Sábado (regência de Saturno), em dia de Lua Minguante.
Quando se sentir sobrecarregado pode tomá-lo em qualquer dia da semana ou em qualquer Lua. Este banho não pode ser tomado todos os dias, pois o sal grosso em excesso fragiliza a aura. Tome este banho de preferência apenas uma vez por semana.
Ingredientes: Arruda, Guiné, Alecrim, Manjericão, Sálvia e Sal Grosso.