Aromas que podem curar…

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A aromaterapia, por ser utilizada muitas vezes para amenizar problemas provocados pelo “corre-corre” diário, pode aparentar ser uma terapia moderna. Mas, na verdade, o uso terapêutico de plantas aromáticas é uma prática tão antiga que é difícil precisar seu surgimento.

Existem indícios de que há 40 mil anos, aborígenes australianos recorriam às plantas aromáticas da fauna nativa para se adaptarem às condições extremas do ambiente em que viviam.

Os primeiros registros do seu uso foram encontrados em documentos egípcios do ano de 2.500 a.C., aproximadamente. A tradução desses hieróglifos revelam óleos essenciais antissépticos e antibióticos utilizados no embalsamento dos corpos de sacerdotes e faraós.

Outras civilizações antigas se beneficiaram da essência de vegetais, como os chineses, persas, hindus, romanos e gregos. Há registros de que Hipócrates, considerado o pai da medicina atual, utilizou a defumação de plantas para erradicar uma epidemia em Atenas.

Mas somente em 1928 o uso curativo de plantas aromáticas foi batizado de Aromaterapia pelo químico francês René-Maurice Gattefossé que, depois de ter se queimado num acidente em seu laboratório, mergulhou a mão ferida em óleo de lavanda.

Passadas algumas horas, Gattefossé observou o poder de cura dessa essência. Chamado pai da aromaterapia, foi ele quem deu o pontapé inicial aos estudos científicos sobre os óleos essenciais, que continua sendo crescentemente ampliado por seguidores.

Cura e bem-estar

É cada vez maior o número de médicos e terapeutas que se utilizam da aromaterapia na denominada medicina complementar.

Uma boa notícia é que além de poder buscar tratamento em locais especializados, muitas vezes podemos usufruir dos benefícios da terapia aromática no conforto de casa. Alguns óleos têm eficácia conhecida e são indicados para diferentes necessidades.

“Para um problema respiratório, pode-se inalar óleo de Eucalipto lóbulos; para problemas de insônia, pode-se aplicar 2 gotas de lavanda em uma bolinha de algodão e colocá-la entre as fronhas e o travesseiro; para cólicas, espasmos ou TPM podemos fazer uma massagem no abdômen com 5 gotas de óleo essencial de gerânio e 1 colher (sopa) de óleo vegetal de semente de uva”, exemplifica a aromaterapeuta.

Por conta da infinidade de representantes, lojas, farmácias (naturais ou não) que vendem óleos essenciais, é recomendado consultar uma associação de aromaterapia e se informar sobre quais são os fornecedores mais confiáveis antes de comprá-los.

Os óleos essenciais de qualidade são naturais, não contêm qualquer tipo de substância sintética, são puros, não possuem mistura com nenhum outro óleo esencial e não são colorados ou descolorados – em geral, vão de transparente a amarelados.

Mais indicações

Outras aplicações dos óleos essenciais bem conhecidas, que são indicadas para diferentes fins, são:

Hortelã Pimenta
Combate: rinite
Aplicação: 1 gota em um lenço de papel para ser inalado

Bergamota
Combate: ansiedade
Aplicação: 25 gotas no aromatizador elétrico

Cipreste
Combate: má circulação
Aplicação: 10 gotas em gel neutro, para ser utilizado na massagem

Tea Tree
Combate: cistite
Aplicação: 5 gotas em 1 litro de água para fazer banho de assento

Alecrim
Combate: esgotamento mental
Aplicação: 25 gotas no aromatizador elétrico

Capim-limão
Combate: cansaço
Aplicação: 5 gotas no canto do box para inalar durante o banho

 

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